Guilherme Moraes Outro, 7/02/2011 fez um ano em que lhe conheço, um ano desde o show do Iced Earth, um dia inesquecível, lhe agradeço eternamente por sua presença em minha vida. E hoje, um dia em que eu estava melancólica, ouvindo Type O Negative e ‘achando que ninguém nunca vai me dar valor’, você envia um e-mail a mim, comemorando um ano que nos conhecemos e meu aniversário, um e-mail tão gigante, que demonstra que você lembra cada frescura minha, cada detalhe, cada implicância dessa idiota, principalmente quando você diz ‘querida Aneh (isso parece uma sigla! Se eu te chamar de Ariane, porém, tu ainda vai pensar na minha cara de brabo… =))’. A Saudades suas meu cavalheiro.
Postarei um pequeno Trecho do e-mail recebido por ele: “Isto, naturalmente, substitui o costume burocraticamente encerrado na expressão “Feliz Aniversário!”, ainda que não tenha a pretensão de ser um presente, é claro… Enquanto isso, penso em engenhosas maneiras de te presentear e de fazer com que, afinal, os objetos dados não sejam tão opostos à prosa e ao verso… bem, ainda me restam algumas semanas…Ah, e outra coisa que posso arranjar é uma modesta caverna pra ti, aqui em Porto, para que tu não gastes com ridículos hotéis e blablabla. Tenho amigas que moram no centro e que já me hospedaram com as mais obscuras companhias – te sentirás em casa, ou melhor, deliciosamente longe dela…
Aceita um longo beijo, poetisa
Guilherme Moraes Outro
P.S.: há exatos 1 ano e 1dia eu te escrevia - Foi preciso pedir o conforto grave e noturno ao Type O Negative; o exílio temporário à casa de meu amigo, que se entrega à chuva; e as tensões imperfeitas à palavra daquilo que se afasta, à sensação de que pessoas e lugares se esfacelam contra as minhas mãos, contra a imagem da minha mente, contra a lua, contra as estrelas ao sul, contra as estrelas ao norte, contra o assassino que passa a cavalo, contra as árvores, cujas folhas são um dos tantos mistérios que não compreendem, que querem encerrar com seus olhos luminosos de besta acuada…
Se tudo se desintegra em relação a mim, se aquilo que se apresenta como próximo (“aquilo que você ‘faz’ na ‘vida’”, “os lugares que frequenta”, “sua família”…) é, na verdade, o distanciamento, não preciso de nenhum raciocínio ou curso preparatório para saber que sim, ao fechar os olhos, eu sinto lentamente o teu abraço… e vou me juntando a ele com a ânsia muda de quem se desfaz de uma náusea, de quem depõe armas por um instante e, muito além da palavra e da correspondência, retribui naturalmente… Assim, aquilo que se apresenta como distante e inviável, é, na verdade, a aproximação possível de dois corpos (que, por enquanto, toleram a saudade…).
Não preciso descrever o quanto tu tens sido importante para esta vida insana, o quanto teu abraço, beijo e reminiscência ascenderam ao surrealismo dos meus sentidos. A noite em que passamos juntos poderia ter sido entregue ao esquecimento, à facilidade covarde de justificar tudo pela distância… mas, ao contrário de todos os estereótipos, acho que soubemos entender que a simplicidade do prazer pede muito pouco para continuar viva… apenas isso.
Je t’embrasse =]”